“Um artista fundamental da história do Rock no Brasil” … não, não sou eu que estou dizendo isso. Quem falou isso foi Selton Mello ou, pelo menos, é o que está escrito no site do Sr. Marcos Valadão Rodolfo. Como assim, você não sabe quem é esse cara? Ah, tá… talvez você o conheça pelo seu apelido: Wolwerine Valadão… ou ainda, simplesmente por Nasi, o cara do Ira!
E, o cara do Ira, completou 50 anos no dia 23 de janeiro último!!!
Tudo bem que ele não faz mais parte do Ira desde 2007, mas é que, a história do músico Nasi (escrito com “s” que é para não ter nada a ver com o Nazismo mesmo) ficou estreitamente vinculada a história do grupo. E mesmo que ele tenha saído do grupo (de uma forma não muito amigável), ainda hoje muita gente confunde ou compara as trajetórias de ambos. Embora a gente não possa muito mais falar em trajetória do Ira depois do Acústico MTV (2004). A saída de Nasi foi talvez o “final strike” do grupo.
É até engraçado que, volta e meia, você encontra títulos de matérias em revistas ou sites usando esse trocadilho: A Ira de Nasi… ou … Nasi sem ira! (É… a criatividade mandou lembranças!!!!).
Enfim… a verdade é que Nasi deu sim sua contribuição para a história do rock nacional. E ultimamente, andou envolvido em trocentos trabalhos em inúmeras outras áreas. Seja como comentarista de futebol na Kiss FM (Programa 90 minutos) ou até mesmo virando ator e dublador.
Nasi se tornou personagem de desenho animado e foi o protagonista da série “Rockstar Ghost”, transmitida pela MTV Brasil. A série conta a história de um caçador de fantasmas, que trabalha na repartição pública AFFFE (Agência Federal de Fiscalização de Fenômenos Espectroplasmáticos), especializada em capturar celebridades musicais já mortas. Os mortos voltam à vida, quando um disco seu é tocado ao contrário.
Desenho animado muito divertido, diga-se de passagem!
Fez ainda o filme Sem Fio que… bom, veja o trailer:
Na área musical, Nasi continua na ativa. Seu último trabalho foi indicado ao Grammy Latino 2010, na categoria melhor álbum de rock (A gravação / mix ficou por conta do lendário Roy Cicala - que tem um dos mais invejáveis currículos da história do rock: John Lennon, Bruce Springsteen, David Bowie, Patti Smith, Aerosmith… e mais uma invejável lista de rock stars – e sócio do Record Plant de NY) e dizem por aí que ele deve lançar trabalho novo agora em 2012, com canções inéditas.
Vamos esperar então para ver se Nasi consegue se reinventar como ídolo do rock. Infelizmente, assim como acontece com o rock nacional, vivemos uma era “saudosista” e estagnada. Ultimamente, o que temos visto são entrevistas e mais entrevistas sobre como “eram os anos 80 e como fomos grandes” nessa época.
Referenciar-se no passado para criar algo novo e instigante é ótimo… mas quem vive espanando pó sobre algo acabado, é museólogo!














