Rock In Rio – Pop In Rio

Prometi pra Sra Hummingbird, que não ia criticar o Rock in Rio. Realmente é difícil criticar um evento dessa magnitude e feito com muito tesão pelos seus organizadores… não tenho dúvidas. E mesmo as poucas falhas divulgadas durante o dia são absolutamente perdoáveis, pois controlar cem mil loucos por música não é fácil.

Mas chamar de Rock o que Claudia Leitte canta é muita sacanagem! Mesmo sendo um purista, até aceito que alguns outros gêneros possam ser chamados de rock. Mas axé não é rock. Axé é axé. E não há nada de errado nisso. Eu respeito quem faz e quem gosta…seja qual for o gênero. E respeito e admiro não só a beleza, como a voz, o talento e a performance da Claudia Leitte. Por isso, até o fim do show dela, iria atender ao pedido da minha querida esposa (fá de Claudia Leitte), e não fazer nenhum comentário sarcástico. Até porque falar mal dessa beldade fica difícil… tava vidrado no corpo dela.


Mas ai veio o pior. A tal de Katy Perry. Reconheci as músicas pois sou obrigado a escutá-las às  6h30 da manhã ao levar uma das minhas filhas pra escola. Vale registrar que sempre acordo de bom humor, mas quase o perco quando essa filha mexe no dial do rádio. Só não fico de mau humor porque minha filha é linda!

Voltemos à Katy que, como não é linda como a Claudia e nem como minha filha, eu vou descer a lenha. Ela tentava cantar e pular. Caraca, parecia um disco de vinil com a agulha suja! Se não sabe, faz como eu, não faz nada e se limita a falar mal…. Então, ela bem que podia se concentrar e parar de trocar de tanta roupa e tirar bonecos de dentro de uma caixa. E, veja bem, o problema não era da técnica de som, pois as backing vocals cantavam muito bem.

Ela só conseguiu ir até o final, pois sabia a letra inteira… mas só faltava não saber.

Vou dar uns dois conselhos pra moça e obviamente ela não irá saber que dei: ou canta ou pula. Mas se quiser mesmo continuar pulando… vá ter aulas com a Claudia. Ela sabe, as exuberantes pernas de Claudia são uma prova disso!

P.S. O melhor show do dia foi Titãs e Paralamas juntos… foi duca, com muitos clássicos de ambos… eles sim deveriam estar no horário nobre do RIR.

P.S.2 Infelizmente não aguentei ver o show do Elton John, mas me dizem que foi bem até o final quando começaram a gritar pela Rihanna – cara, isso não se faz com uma lenda com Sir Elton!

P.S.3 Também não vi o show da Rihanna, mas esse não dá pra lamentar.

E se Elvis Presley estivesse na ativa… cantaria estas canções?



Dizer que não existiria o rock sem ele, é exagero.  A coisa toda iria acontecer de uma forma ou de outra. Mais devagar, talvez sem tanto glamour, mas iria acontecer. Ele foi o que os filmes as quais minhas filhas assistiam chamariam de “O escolhido”. Um individuo que com inigualável talento e um par de olhos azuis foi nas raízes da música negra, misturou o sagrado com o profano e virou – merecidamente – a majestade do Rock: Elvis Presley.

Há exatos 34 anos morreu o homem e nasceu a lenda. Se tratando de Elvis, o verbo “morrer” não se aplica então, digamos que o cara ficou quietinho. Na dele. Por todo esse tempo. Vivo ou “quietinho”, não há quem já não se perguntou o que aconteceria caso ele tivesse se entregado à tríplice Sexo, Drogas e Rock n’ roll e não tivesse saído de cena com uma carreira de sucessos. Em pleno 2011 estaria ele cantando seus maiores hits em loop como fazem os sobreviventes da sua época? Seria convidado para o Rock n’ Rio? Faria um dueto, pra valer, com  a Celine Dion…



…ou iria preferir dividir o palco  com Katy Perry? Estaria atuando em uma série de TV de grande audiência ou já velhinho faria participações especiais em programas de auditórios decadentes? Ninguém sabe…

Mas…

.. por não saber mesmo que um cara chamado Doug Church, sósia vocal de Elvis, imaginou o que o Rei do Rock poderia fazer se colocasse o seu vozeirão a serviço do pop rock contemporâneo. Church já fez trilha sonora de filme e como todo sósia de Elvis, seja vocal ou não, shows pelos Estados Unidos inteiro.

A criatividade de Church não tem limites e conseguiu pensar em Elvis cantando Smooth, sucesso do dueto entre Rob Thomas (MatchBox 20) e Carlos Santana



… com a mesma naturalidade que cantaria Livin’ la vida loca  do portoricaço Ricky Martin



Além covers de Elton John


Eric Clapton dentre outros.




E já que estamos falando de covers…

Legal mesmo é esse vídeo no qual Sir Paul McCartney cantando That’s All Right (Mama), clássico de Elvis de 1954 e, mais do que isso: considerada – com uma certa controvérsia – a primeira gravação verdadeiramente rock n’ roll de que se tem notícia.



E, lógico, a original