Mulheres, nós amamos vocês!



Hoje é o dia delas, e poderia escrever muito sobre Janis Joplin (a voz), Rita Lee, Amy Winehouse, Joan Jett e Lita Ford (The Runaways), Debbie Harry (Blondie), Dusty Springfield, Tarja Turunen (Nightwish), Cassia Eller, Suzi Quatro, Karen Carpenter, Candice Night (fez vocal na banda Rainbow e é casada com Ritchie Blackmore),Chrissie Hynde (Pretenders), Stevie Nicks e Christine McVie (Fletwood Mac, a banda favorita de Bill Clinton), Pitty, Elis Regina (a nossa voz), Lucinha Turnbull (parceira de Rita Lee e primeira guitarrista brasileira), Ella Fitzgerald, Cass Elliot e Michelle Phillips (The Mamas and The Papas), Fernanda Takai, Paula Toller, Amy Lee (Evanescence), Cher, Carmen Miranda, Björk, Tracy Chapman, Shirley Manson (Garbage), Tina Turner, Ann e Nancy Wilson (Heart), Cindy Lauper, Katey Sagal (faz papel de Gemma em The Sons of Anarchy, tem um ótimo álbum chamado “Well” e gravou “Son of a Preacher Man”, de Dusty Springfield), Angela Gossow (Arch Enemy e linda), Aretha Franklin, Elza Soares, Billie Holiday, D’arcy Wretzky (Smashing Pumpkins), Alê Briganti (baixista e vocalista do Pin Ups), Doro Pesch (Warlock), Siouxsie Sioux, Joss Stone, Meg White (White Stripes), Joan Baez, Sinead O’Connor, Nina Hagen, Dolores O’Riordan (The Cranberries), Patti SmithNina Persson (The Cardigans), Chiquinha Gonzaga, Ruyter Suys e Karen Cuda (Nashville Pussy), Elizeth Cardoso, Courtney Love (ex de Kurt como referência, melhor do que Hole como referência), Alanis Morissette, Orianthi Panagaris (guitarrista de uma turnê do Michael Jackson), Avril Lavigne (eu gosto dela), Signe Toly Anderson e Grace Slick (Jefferson Airplane que eu adoro), Pat Benatar, Sarah Vaughan, e ainda as meninas da Kittie, Valquirias, Absurdettes, Vixen, The Donnas, L7, Sempre Livre, Girlschool, as outras do The Runawayns, The Corrs, Shampoo, Crucified Barbara, Bananarama (só está na lista pois só tinha gata), The Bangles e tantas outras que devo ter esquecido e já me desculpo antecipadamente.

Mas quero apenas dizer que nós, homens, estamos honrados por ter doado uma de nossas costelas para produzi-las… ELE acertou a mão nessa criação… Brigadão!!!!

E uma das músicas mais bonitas de Erasmo fala delas: a mulher. Abaixo o clipe original… demais.

Você sabe quem foi ao mesmo tempo o melhor vocalista Pop, de Rock e de R&B?

Se você está achando que Adele arrasou na última entrega dos Grammy, você não conhece o verdadeiro Rei do Grammy da história! É, ele mesmo, Michael Jackson o cara que já saiu da premiação com, nada mais nada menos que OITO prêmios! …. Ok, brincadeiras com Adele à parte (afinal, ela merece a premiação que teve), Michael Jackson continua sendo o recordista de premiações.



Foi no dia 28 de fevereiro de 1984 que o moço saiu com ‘apenas’ oito prêmios (dos treze conquistados na carreira), sendo sete por Thriller e um por um trabalho feito para crianças (pela narração do storyBook “ET”). São eles:


- Melhor álbum (Thriller)
- Melhor compacto (Beat It)
- Melhor vocalista pop (Thriller)
- Melhor vocalista de rock (Beat It)
- Melhor vocalista de R&B (Billie Jean)
- Melhor disco infantil (ET)
- Melhor compacto de R&B (Billie Jean)
- Melhor produtor (junto com Quincy Jones)


Notem Michael quebrando algumas barreiras “artísticas” sendo premiado como melhor vocalista Pop, de Rock e de R&B… isso sim é feito notável!!!


Fiquem então com algumas imagens de participações de Michael nos Grammy, desde a época do Jackson Five até a entrega de um prêmio póstumo recebido por seus filhos.


E, claro, um dos vídeos mais legais e mais premiados do mundo:


Lembro de ter assistido o vídeo no Fantástico (no tempo que valia a pena assistir ao Fantástico!) e esperar ansiosamente para assistir “ao novo trabalho de Michael Jackson que inova ao transformar seu último clipe em uma verdadeira obra de arte”.


E era mesmo!!!!

Sabonetes regravando “Vem quente que estou fervendo”



Mais uma noite de ótimo astral. Na sexta passada acompanhei de novo a gravação de mais uma música para o MudaRock, agora com os Sabonetes. Excelente banda de Curitiba, mas que já está conquistando o Brasil, pois seu fã clube oficial fica em Belo Horizonte, além de terem tocado no último SWU. A música que escolheram, pode ser considerada um dos maiores clássicos do Rock nacional: Vem quente que estou fervendo, que virou um clássico na voz do Erasmo Carlos. Depois dele ainda Raul Seixas e Barão Vermelho gravaram. Só fera!!!



A versão que Artur, Ale, João e Wonder deram foi quase um punk. Conversando com o Artur ele disse que regravar essa música era realizar um sonho de criança. E não poderiam “inventar” nada, pois como rock and roll, essa música pode ser considerada perfeita. Mas vou te falar, a voz do cara é du caralho. Quando vocês ouvirem, deem uma boa “escutada” no arranjo também.

O Duda Machado mais uma vez foi o produtor musical e agora vai mixar e masterizar. E disse que vai fazer no estúdio Abbey Road, na terra da rainha. Que puta honra….para os súditos é claro…rs

Os Sabonetes se conheceram na faculdade em Curitiba e vão comemorar 8 anos de estrada e lançar seu segundo disco este ano. Esses caras vão estourar, pois são realmente excelentes músicos.

O clipe abaixo, da música “Descontrolada”, foi super comentada na net no final do ano passado, por ter sido feita de uma forma diferente. O pessoal convidou 10 diretores de cinema para produzirem suas imagens e visão da mesma garota, a tal “Descontrolada” da música. Então o Alexandre, baterista da banda, fez a edição final do clipe com as diversas interpretações da moça cantada na canção. O resultado ficou incrivel…com algumas gatas descontroladas…..

Paul na calçada da fama… finalmente!



Na quinta feira passada, o último dos Beatles recebeu finalmente a honraria de ter sua estrela na calçada da fama. Na ocasião ainda disse não acreditar ter sido um dos 4 rapazes. Que puta humildade!!!! Mas a questão é: porque só agora recebeu tal reconhecimento? Pois bem, a maior banda de rock de todos os tempos nunca foi muito bem digerida pela crítica americana. Inventaram até a bem humorada banda The Monkees pra ver se conseguia diminuir o sucesso deles na América. Mas os americanos não aceitaram, e também consideram os 4 de Liverpool os maiores da história. Graças a seus talentos e também a um cara chamado Brian. Foi há 50 anos atrás – em janeiro de 1962 – que The Beatles assinaram seu primeiro contrato com seu empresário e tutor Brian Epstein. Talvez um dos caras mais visionários da música de todos os tempos. Que de dono de loja de discos tornou-se o primeiro empresário deles.

Epstein viu The Beatles tocando no Cavern Club pela primeira vez em 1961 e disse: “Fiquei impressionado de maneira imediata pela música deles, ritmo e sentido de humor sobre o palco. E inclusive quandos os conheci mais tarde também fiquei impressionado pelo carisma pessoal dos rapazes. E foi neste mesmo instante que tudo começou…“. e então Epstein propôs empresariar The Beatles.

A influência de Epstein com The Beatles foi grande, ele propôs uma nova maneira de se vestir e se comportar no palco. Antes se vestiam com jaquetas de couro e jeans. Passaram a usar ternos impecáveis.  Antes bebiam, fumavam, conversavam, xingavam durante os shows, também paravam uma música no meio.  Passaram a se comportar de maneira mais profissional. Durante o show, nada de beber, fumar ou parar uma música no meio e nem usar palavrões. Paul foi o primeiro a aceitar esta nova maneira de se comportar da banda. Pergunta: Será que o sucesso deles teria sido o mesmo se Epstein não tivesse feito tantas “mudanças” no comportamento deles?
Eu acredito que teriam tido sucesso de qualquer forma. Mas isso nunca saberemos. O que sabemos sim, é que o talento dos garotos de Liverpool, junto com a visão musical e empresarial de Epstein, foi fundamental para o mundo conhecer esses garotos e suas músicas brilhantes.

A diferença de visão: Nesse mesmo janeiro de 1962, The Beatles fizeram um teste na gravadora Decca. O executivo dessa gravadora, chamado Dick Rowe, disse: “bandas com guitarras estão fora de moda, Sr. Epstein”. Talvez uma das maiores idiotices da história. Da história musical, certamente é a maior de todas idiotices já ditas…. A guitarra não só não estava fora de moda, como até hoje não saiu de moda, e pelo jeito nunca irá….

Só para sentirmos o que os americanos produziram para detonar The Beatles….rsrs…Confesso que gostava de Monkees…o seriado….rs

Um Cinquentão do Rock!

“Um artista fundamental da história do Rock no Brasil” … não, não sou eu que estou dizendo isso. Quem falou isso foi  Selton Mello ou, pelo menos, é o que está escrito no site do Sr. Marcos Valadão Rodolfo.  Como assim, você não sabe quem é esse cara? Ah, tá… talvez você o conheça pelo seu apelido: Wolwerine Valadão… ou ainda, simplesmente por Nasi, o cara do Ira!


E, o cara do Ira, completou 50 anos no dia 23 de janeiro último!!!



Tudo bem que ele não faz mais parte do Ira desde 2007, mas é que, a história do músico Nasi (escrito com “s” que é para não ter nada a ver com o Nazismo mesmo) ficou estreitamente vinculada a história do grupo. E mesmo que ele tenha saído do grupo (de uma forma não muito amigável), ainda hoje muita gente confunde ou compara as trajetórias de ambos. Embora a gente não possa muito mais falar em trajetória do Ira depois do Acústico MTV (2004). A saída de Nasi foi talvez o “final strike” do grupo.


É até engraçado que, volta e meia, você encontra títulos de matérias em revistas ou sites usando esse trocadilho: A Ira de Nasi… ou … Nasi sem ira! (É… a criatividade mandou lembranças!!!!).


Enfim… a verdade é que Nasi deu sim sua contribuição para a história do rock nacional. E ultimamente, andou envolvido em trocentos trabalhos em inúmeras outras áreas. Seja como comentarista de futebol na Kiss FM (Programa 90 minutos) ou até mesmo virando ator e dublador.


Nasi se tornou personagem de desenho animado e foi o protagonista da série “Rockstar Ghost”, transmitida pela MTV Brasil. A série conta a história de um caçador de fantasmas, que trabalha na repartição pública AFFFE (Agência Federal de Fiscalização de Fenômenos Espectroplasmáticos), especializada em capturar celebridades musicais já mortas. Os mortos voltam à vida, quando um disco seu é tocado ao contrário.


Desenho animado muito divertido, diga-se de passagem!



Fez ainda o filme Sem Fio que… bom, veja o trailer:



Na área musical, Nasi continua na ativa. Seu último trabalho foi indicado ao Grammy Latino 2010, na categoria melhor álbum de rock (A gravação / mix ficou por conta do lendário Roy Cicala - que tem um dos mais invejáveis currículos da história do rock: John Lennon, Bruce Springsteen, David Bowie, Patti Smith, Aerosmith… e mais uma invejável lista de rock stars – e sócio do Record Plant de NY) e dizem por aí que ele deve lançar trabalho novo agora em 2012, com canções inéditas.


Vamos esperar então para ver se Nasi consegue se reinventar como ídolo do rock. Infelizmente, assim como acontece com o rock nacional, vivemos uma era “saudosista” e estagnada. Ultimamente, o que temos visto são entrevistas e mais entrevistas sobre como “eram os anos 80 e como fomos grandes” nessa época.


Referenciar-se no passado para criar algo novo e instigante é ótimo… mas quem vive espanando pó sobre algo acabado, é museólogo!

Nascer, viver, cantar, morrer!


Estava eu aqui escrevendo sobre uma “Musa” e fico sabendo de uma notícia sobre outra. O mundo dá voltas.


Janis Lyn Joplin nasceu no dia 19 de janeiro de 1943. Foi a “rainha do Rock’n'Roll” nos anos 1960 e considerada a maior cantora de blues e Soul de sua geração. Isso, na época em que esses títulos eram conquistados a duras penas. Etta Jammes (nascida Jemesetta Hawkins) nasceu cinco anos antes (1938) e foi embora hoje, dia 20 de janeiro de 2012. Apelidada de Miss Peaches, foi uma cantora americana de blues, R&B, jazz e gospel.


E, provavelmente, a vida dessas duas cantoras não teve nada de muito em comum, além da coincidência dessas datas, do uso abusivo de drogas e é claro, da música. Sempre é polêmico enaltecer artistas que fizeram uso de drogas… eu sei. E não pretendo aqui justificar tal ato. Mas, existe algo nessas pessoas que era maior do que a época em que viviam. Uma necessidade de sublimar a realidade ou talvez elevar a vida ao patamar da qualidade de suas vozes.


Separadas por quase uma década quando alcançaram o auge de suas carreiras, talvez essa tenha sido a grande diferença entre as duas… o tempo, a década em que viveram intensamente. (Vendo a foto acima a gente percebe como o contexto as difere radicalmente)


Se Etta Jammes conseguiu superar esse “estágio” e retomar os trilhos da vida (direcionando sua compulsão para a comida e chegando a pesar 200kg em um período da vida), Janis Joplin foi mais radical em suas escolhas e interrompeu sua trajetória em 1970 com uma overdose de heroína.


Mesmo com uma carreira tão curta, inscreveu seu nome na história de forma tão potente e marcante que ainda hoje é possível encontrar fãs apaixonados por sua atitude quando em cena. Forte, sensual, delicada, dolorida. Ver Janis Joplin cantar é ter a sensação de dor e prazer, ao mesmo tempo.



Um pouco antes de morrer, Janis esteve no Brasil. Coincidência adorável com outra cantora tão controversa quando ela: Amy Winehouse.  Mas ao contrário desta, ela não decepcionou quem esperava, na época, uma passagem cheia de “acontecimentos”. Durante a sua estada, fez topless em Copacabana, bebeu muito, cantou em um bordel, foi expulsa do Hotel Copacabana Palace por nadar nua na piscina e quase foi presa, pelas suas atitudes na praia, consideradas “fora do normal”. Hoje, poderíamos dizer que ela apenas seguiu a risca o que se espera, não é mesmo?


Como era época de carnaval, tentou participar de um desfile de escola de samba, mas teve acesso negado por um segurança que desconfiou de suas roupas “hippies” demais.



Etta James faleceu cinco dias antes do seu aniversário de 74 anos, vítima de leucemia e outras doenças, na Califórnia.


E, Janis Joplin? Se estivesse viva, completaria 69 anos. Um numero muito sugestivo para essa mulher que curtiu muito sexo, drogas e rock and roll. Sendo que foi o excesso de drogas que a levou daqui. Como estaria ela aos 69 anos? Beleza relmente não era seu maior atributo, mas aquela voz “turn on” qualquer um, e seus atributos fisicos poderiam ser esquecidos por alguns momentos. Será que ela ainda estaria cantando ou curtindo a aposentadoria num castelo no interior da Inglaterra, pois apesar de ser texana, seu estilo combinava muito mais com o castelo Clearwell, na Floresta de Dean, onde o Black Sabbath se fechou para criar e ensaiar o quinto álbum Sabbath Bloody Sabbath.


De qualquer forma, rola uma história de que as duas tenham se conhecido e que eram fãs uma da outra… eu não sei, nunca perguntei a nenhuma delas se era realmente verdade, mas eu encontrei ela sendo contada aqui nesse blog e repasso para vocês como eu li, afinal, não deixa de ser uma boa versão:




A estória da Etta Cruzando a Janis, ou a Janis cruzando a Etta (como queiram) é a seguinte: (Aliás, excuse moi, mas essa estória eu estava devendo pra Regina.)


Quando a Janis era uma adolescente e saiu de casa dos pais no Texas (fugiu, é o termo), ela foi pra Oklahoma e descobriu que a Etta James tava cantando num boteco na antiga route 66. Ela ia lá toda noite e ficava num cantinho, observando, quietinha. A Etta disse que reparou nela porque ela era branca. A única branquela do pedaço. Ela disse que nunca falou nada porque achou que a Janis era a filha do dono do bar. A Janis ia aos ensaios também e ficava olhando, olhando….


Depois já no final dos anos 60 os caminhos da Etta e da Janis se cruzaram novamente quando a Etta gravou um álbum com os mesmos músicos que gravaram os últimos dois trabalhos da Janis. A Etta estava em reabilitação por causa da heroína e numa das gravações em Hollywood ela não queria gente entrando e saindo do studio e por isso fez uma ‘closed session’. Quando começaram os ensaios ela notou uma mulher pequena num canto, com um chapelão escondendo o rosto e bebendo whiskey. Daí a Etta ficou puta e disse ‘essa tal aí não sabe que essa é uma ‘closed session’? E alguém disse ‘hey, man, aquela é a Janis Joplin..’. Depois a Janis se aproximou da Etta e perguntou se ela se lembrava dela no bar de Oklahoma e a Etta respondeu ‘claro que eu lembro!!’.


Essa estória está no CD Blues Down Deep – Songs of Janis Joplin, lançado pela House of Blues. Check it out! Lá você vai ouvir a Etta James prestando uma homenagem à sua mais famosa fã, interpretando lindamente, com aquele vozão, ‘Ball and Chain’.


E saio requebrando e cantando Janis ‘mama’ Joplin com voz fanhosa e desafinada..


……..’What good can drinkin’ do, what good can drinkin’ do ? Lord, I drink all night but the next day I still feel blue’…….



Quem quiser, que conte outra!


Fresno gravando Erasmo – eu vi tudo!!!


Ontem fui convidado pelo pessoal do MudaRock, pra acompanhar a gravação da primeira música da homenagem a Erasmo Carlosa primeira em que a galera vai fazer um download e plantar uma árvore. Foi duca poder acompanhar a criação, o ensaio e a gravação de “Sentado a Beira do Caminho” numa versão atual feita pelos garotos sensacionais da Fresno. Lucas, vocalista e líder da banda é ultra profissional e realizou um trabalho super detalhista de releitura desse clássico do nosso Rei do Rock, Erasmo Carlos. Foram quase 8 horas no estúdio.


O Duda Machado, baterista da Pitty, fez a produção que agora tá na mixagem. Mas pelo que pude ouvir ontem – mesmo sem a mixagem – a música ficou duca. Esses garotos do Fresno são bons mesmo. Tem uma formação musical excelente. Não é à toa que esse ano vão comemorar 13 anos de estrada.



Nesse link, tem uma entrevista dos caras para Rolling Stones brasileira, quando falam do album Revanche. Eles consideram esse trabalho mais pesado e numa fase mais madura deles (beirando os 30). Apesar de serem conhecidos por trabalhos anteriores mais “leves”, nessa entrevista eles pedem pra quem não gosta de Fresno, que experimente, pois o trabalho está diferente. São músicos de primeira, com formação de Rock and Roll. Vale a pena. Por terem essa qualidade, na semana que vem gravam o Luau MTV e ainda estarão mais uma vez no Planeta Atlantida no começo de fevereiro.



Eles me falaram que vão gravar o videoclipe nos próximos dias e em breve colocar no novo site do MudaRock, pra todo mundo baixar e alcançar 100.000 downloads dessa primeira música e então plantar 100.000 árvores nativas.
Vamos mobilizar nossas redes pra atingir esse número, e ajudar o pessoal do MudaRock a plantar essas árvores, fãs de Fresno?
Aliás, a Fresno não tem fãs, tem seguidores, diz um dos seus (muitos e animados) fãs clubes!

Gostaram? Fiquem com duas excelentes músicas do album Revanche:

Die Lüge



Revanche

Natal Rock’n'Roll!!!


Daí que fiquei pensando no que falar ao fazer um post de Natal… não que eu tenha algo contra o Natal, de forma nenhuma. Acho bonito que a gente possa pensar nesta data como um momento de comunhão com a família, um momento para buscarmos refletir sobre o ano que está terminando e projetar energias para o novo ano que já acena pra nós!


Um momento em que podemos parar e refletir sobre nossa ligação com o divino (seja qual for sua crença e/ou religião). Um momento para entendermos que estamos conectados com o mundo que aí está. Que nossas ações provocam reações, hoje e sempre! Que podemos ser solidários e atuantes durante todo o ano e não somente nessa época.


E, nada melhor que uma boa música natalina para acompanhar esses momentos, certo? Sim! E, não!  Quem disse que você não pode curtir o Natal no ritmo que você quiser?


Sim… existe muita gente que curte as músicas tradicionais de Natal ou mesmo alguma música mais tranquila… mas, outros, não abrem mão do seu estilo rock’n'roll ou mesmo heavy metal! E é para esses “aficcionados” que eu tentei buscar uma seleção de músicas natalinas em arranjos pra lá de irreverentes….


O que vocês acham? Dá para colocar alguma delas na festa de família? Ou será que só vai gerar discórdia?










É uma brasa, mora? As gírias do Rock mudam, mas alguns caras são sempre atuais


Se o seu pai (ou seu avô?) fica de treta com você porque diz não entender o que “os jovens” andam falando, chega nele e já manda direto:




“Pô, bicho!!!  Deixa de ser quadrado! Eu sei que na tua época, tu era o tal. Saía no teu carango, com teu broto legal que jurava que era um pão. Jogava um papo firme porque a mina era pra frente. Uma uva!  Agora vai ficar de cafona pra cima de mim? Pô… eu te considerava meu chapa, é fogo que tu tenha virado coroa! Mas, tua barra tá limpa… só vamos deixar de papo furado que o tremendão aqui vai sair pra ver se encontra um broto que tá gamado nele! Morou?”



Não entendeu nada? Não se preocupe, se o seu pai foi da época da Jovem Guarda, ele vai compreender tudo.




Cada época tem sua gíria, seus ídolos. Cada época tem seus ritmos preferidos. Mas existem aqueles ídolos que são “pra sempre”… e o ritmo? Bom… sempre vai existir o bom e velho Rock’n Roll.



Erasmo Esteves é um desses ídolos “eternos”! Bom, você deve conhecê-lo pelo nome de Erasmo Carlos, mas o caso é que ele sempre foi um dos maiores compositores do Brasil… e se muita gente ia às gravações do programa Jovem Guarda para ver o “bom moço” Roberto Carlos, eu gostava mesmo de ouvir era “Gatinha Manhosa” e “Festa de Arromba“ e estava mais interessado na rebeldia do “Tremendão” … e na ternurinha, Wanderléia.


As maiores influências dos músicos da Jovem Guarda foram o rock norte-americano dos anos 50 e 60, o rock brasileiro do início dos anos 60 (Celly e Tony Campello, principalmente) e a febre musical dos Beatles.


A lista de músicos que se apresentavam no programa era extensa: Golden Boys, The Fevers, Renato e seus Blue Caps, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Martinha, Vanusa, Ronnie Von, Eduardo Araújo, Os Incríveis, Rosemary, Sérgio Reis, Silvinha, Ronnie Cord, Waldirene, Leno e Lilian, Os Vips, Nilton César e Trio Esperança, entre outros.


Depois, voltei a reencontrar Erasmo no Rock in Rio, em 1985.  Se na década anterior ele (e Roberto também) era “acusado” de ser “americanizado” por compor e cantar “rock”, no primeiro show no festival de “Rock” do Rio de Janeiro, ele acabou sendo vaiado pelos fãs do White Snake e Iron Maiden. Ironia? Ou apenas diferenças de geração mesmo? De qualquer forma,  nada que tenha tirado o brilho do seu show.



E, para quem pensava que o Tremendão está velho, ele acaba de lançar um novo CD, intitulado “Sexo“. Tem também o livro (Minha Fama de Mau) mostrando que ele ainda está – muito – na ativa.


Você sabia que ele vai ser o grande homenageado do 1º MudaRock? Não? Então clique aqui e saiba, inclusive, como participar de uma promoção que vai te dar prêmios relativos à carreira do Tremendão.


Vai ser uma brasa! Mora?

Eu fui um dos que chorou…

Pensei bastante… quero dizer, hesitei bastante antes de escrever este post. Por que? Ora, lembrar de certas coisas é lembrar também de atos violentos que as causaram. E, a coisa que menos me passa pela cabeça quando me lembro ‘dele’ é violência.

Dia 08/12, fez 31 anos do assassinato ‘dele’.

31 anos.

E, mesmo após 31 anos eu me emociono em pensar no momento em que recebi a notícia de que ‘ele’ havia sido assassinado.

Eu estava viajando na época. Estava na Califórnia, fazendo um mochilão e me preparando para voltar ao Brasil quando ouvi a notícia no rádio: Mark Chapman havia acabado de fazer os cinco disparos.

Sem pensar muito, juntei todo o dinheiro que tinha no bolso e me vi entrando em um ônibus. 2.436 milhas, ou seja, 02 dias e meio de viagem. 02 dias e meio tentando imaginar o “porque” de uma pessoa dar 05 tiros em outra assim, sem nenhum motivo (se é que existe realmente algum motivo que possa justificar um assassinato! ). 02 dias e meio repassando mentalmente toda uma coleção sonora na minha cabeça (naquele tempo não havia mp3, 4, 5, 215!). 02 dias e meio em estado de choque. Sem esboçar nenhuma reação muito grande. Só pensando e pensando.

Vozes na cabeça? Divulgar O Apanhador no Campo de Centeio? Vingar-se das declarações dele dizendo que era mais popular que Jesus? Deixar de ser um Zé-ninguém? Eram várias as “desculpas”, “teorias” e “invenções” para justificar o acontecimento. Ainda hoje várias teorias conspiratórias são discutidas para justificar o injustificável.

A entrado do Edifício Dakota

02 dias e meio depois eu cheguei lá. Na entrada do edifício ‘dele’. No lugar em que ‘ele’ havia sido morto por outro alguém.

Encontrei milhares de pessoas consternadas. Percebendo que uma era havia acabado. E então, eu chorei. Na verdade, eu fui UM dos que chorou. Apenas um naquela multidão de gente que se sentia abandonado e ferido pela partida tão repentina do nosso querido John Lennon.

Mas, assim como ele pensava/lutava por um mundo melhor, eu também prefiro lembrar dele não pela morte, mas sim pelo que ele deixou para a vida:

Close your eyes

Have no fear

The monster’s gone

He’s on the run and your daddy’s here

(…)


Before you go to sleep
Say a little prayer
Every day in every way
It’s getting better and better