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Ecorockalismo

MANIFESTO ECOROCKALISTA

O rock não é somente um estilo musical e o prefixo “eco” não representa apenas meio ambiente. O EcoRockalismo é a fusão de dois movimentos, dois ritmos num só.

O ano de 1954 seguiu um ritmo diferente quando um caminhoneiro branco, chamado Elvis Aaron Presley, começou a dançar como um negro. Rock’n’roll na veia, que se desdobrou em heavy metal, punk, hard rock, folk rock, emo, rock psicodélico, entre outras várias derivações. A versatilidade do rock inspira a nossa criatividade.

A biodiversidade também nos inspira e até nos intriga: o equilíbrio dinânimo da natureza, a conexão entre tantos elementos, a sabedoria vinda das florestas. Não é à toa que o Movimento EcoRockalismo surge em 2010, considerado pela ONU como o Ano da Biodiversidade, e segue em ritmo acelerado pela Década da Biodiversidade, até 2020.

O EcoRockalismo vai às entranhas. Une a contestação do rock com a preservação e uso inteligente dos recursos naturais do planeta. O EcoRockalista não considera chatas as conversas sobre meio ambiente. O que ele acha chato é ser ignorante.

Como diz um blues que inspirou o nome da banda Rolling Stones, “pedra que rola não cria musgo”. Para ser EcoRockalista é preciso se movimentar bastante. Ações com impactos positivos para o meio ambiente são urgentes. O EcoRockalismo é a chance dos apáticos ressuscitarem e dos engajados se motivarem.

O desmatamento anual de milhões de hectares de florestas no mundo segue um ritmo preocupante. Já o EcoRockalismo, segue um ritmo contagiante. Quem não se sensibiliza com o desaparecimento de biomas inteiros ou com a extinção diária de espécies jamais será um EcoRockalista.

Um EcoRockalista legítimo não descansa até que sua mensagem ecoe pelo mundo. O fim para ele é ficar mudo.

O EcoRockalista aproveita qualquer espaço para agir. Seja numa fazenda, como em Woodstock, onde estavam Janis Joplin e Jimi Hendrix; seja na sala de casa, em frente ao computador. Para o EcoRockalista, mobilizar pessoas em prol do meio ambiente e do planeta é algo para ser feito a qualquer hora, em todo lugar. A conscientização só é possível se for coletiva, e ele sabe disso.

No EcoRockalismo, artistas e plateia são um grupo só. Não é um movimento apenas de ideias, mas também – e principalmente – de pessoas que dialogam e fazem.

David Byrne ressalta, no livro Diários de Bicicleta: quanto mais microscópico for o seu olhar, mais ampla se torna a sua perspectiva. O EcoRockalismo segue a deixa e complementa: quando mais local for a sua ação, mais global será seu impacto.

Os EcoRockalistas sabem diferenciar um clichê de algo importante. Mais do que proteger as espécies, o biomas, as florestas, os recursos não-renováveis, os ecorockalistas vão provar que o pensamento é renovável.

A brilhantina está datada, mas a revolução não.